Um estudo publicado na revista Physical Review D, na semana passada, investiga se um buraco negro poderia se dividir em dois, em um processo inverso à fusão já observada por detectores de ondas gravitacionais. Segundo os pesquisadores da Universidade do Sul da Dinamarca, a divisão seria teoricamente possível em condições específicas, principalmente se o buraco negro original girasse próximo ao limite máximo permitido.
Os autores também discutem mecanismos que poderiam desencadear esse processo e a possibilidade de que dimensões extras tornem o fenômeno mais viável.
Para quem tem pressa:
Um estudo da Universidade do Sul da Dinamarca investiga se um buraco negro poderia se dividir em dois, em um processo inverso à fusão já observada por detectores de ondas gravitacionais;
Segundo os pesquisadores, a fragmentação poderia ser teoricamente possível em condições específicas, especialmente em buracos negros que giram próximo ao limite máximo de rotação. O trabalho também considera mecanismos ligados a dimensões extras e à superradiância;
A divisão ainda não foi observada e dependeria de condições físicas muito particulares. O estudo apresenta possibilidades teóricas, mas não comprova que o fenômeno aconteça no Universo.
Fusão de buracos negros
Buracos negros são regiões do espaço onde a gravidade é tão forte que nem a luz, a coisa mais rápido do Universo, consegue escapar.
