* Por Joshua M. Pearce
A capacidade de agentes de inteligência artificial rebeldes de destruir nossa espécie na próxima década tem sido tema de debate. Há preocupações no setor com o rápido avanço das capacidades da tecnologia.
Se uma IA decidisse -ou fosse usada- para eliminar a humanidade, uma interrupção prolongada das redes elétricas seria uma abordagem direta. Uma análise do Conselho de Relações Exteriores dos Estados Unidos e da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos descreve como operações cibernéticas sofisticadas poderiam, teoricamente, alcançar esse objetivo. O risco é considerado sério o suficiente para que Sam Altman, CEO da OpenAI, tenha se reunido com executivos de concessionárias de energia para discutir como evitar esse cenário.
Um ataque às redes elétricas prejudicaria gravemente a agricultura convencional. Teriam energia apenas aqueles que conseguissem produzi-la por conta própria, por exemplo, com painéis solares e microrredes. Sem bombas de combustível, ventilação para o gado, refrigeração de alimentos, sistemas de irrigação, secagem de grãos e produção de fertilizantes, o sistema alimentar entraria rapidamente em colapso. Até os pequenos agricultores enfrentariam dificuldades.
Mas nem todos teriam de passar fome. Há uma década, escrevi um livro com meu colega David Denkenberger que mostrava ser possível produzir calorias suficientes para alimentar a população mundial durante uma catástrofe global, mesmo sem a agricultura convencional.
