O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu, segundo fontes próximas ao mandatário, abrir o “leque” de opções para comandar a Casa Civil - considerada a pasta mais importante do governo federal, responsável por coordenar ações de Ministérios e relações com entes federativos - em seu quarto mandato.
Após a vitória do presidente nas urnas, a disputa pela Casa Civil se afunilava entre os ex-ministros Fernando Haddad (PT) e Camilo Santana (PT). O primeiro era o preferido antes das eleições; e o segundo ganhou força após ingressar no núcleo da campanha no segundo turno e ser considerado peça crucial para a vitória.
Lula tem ponderado com aliados que a nomeação de um dos dois para a Casa Civil poderia ser entendida como uma “unção” a um sucessor. O presidente foca em seu último mandato e não quer adiantar essa discussão, afirmam interlocutores.
O mandatário se mostra disposto a ouvir outros nomes. Aliados sugeriram, por exemplo, a ex-ministra Gleisi Hoffmann - que perdeu as eleições pelo Senado no Paraná e está sem mandato - como uma opção.
Também são cogitadas quais posições poderiam acomodar o peso político de Haddad e Camilo e dar protagonismo a ambos sem sinalizar uma “unção”.
