Uma semana após sua vitória nas urnas, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta acelerar a tramitação de suas pautas prioritárias no Legislativo antes da renovação do Congresso Nacional - que reforçará as bancadas de oposição.
O governo volta a partir desta segunda-feira (2) a colocar seus articuladores para garantir o avanço das pautas de seu interesse. A primeira tarefa dos auxiliares do presidente no Palácio do Planalto e lideranças no Congresso é aprovar no Senado a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautou a PEC para a próxima terça-feira (3). Com um calendário especial já validado, a gestão federal tenta aprovar a matéria em dois turnos já neste dia.
O impasse é a tentativa da oposição de emplacar a redução da maioridade penal na PEC - o que levou a votação da PEC na Casa Alta a ser retirada de pauta em 15 de outubro, às vésperas da eleição.
Articuladores do governo ainda aconselham Lula a enviar ainda neste ano um nome para a cadeira do STF (Supremo Tribunal Federal) deixada por Luís Roberto Barroso. O entorno do presidente pede uma indicação “segura”.
Após ser reeleito, Lula sinalizou a aliados próximos o desejo de insistir na indicação do AGU (advogado-geral da União), Jorge Messias, para a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso.
Segundo articuladores, contudo, o nome de Messias segue não pacificado junto ao Senado Federal.
