A eleição para a presidência do Senado, que definirá o comando da Casa pelos próximos dois anos, deve influenciar o futuro das pautas de enfraquecimento do STF (Supremo Tribunal Federal) defendidas pela oposição.
A depender de quem assumir o posto, propostas como o impeachment de ministros e a retirada de competências da Corte podem ganhar espaço ou enfrentar mais resistência no Congresso. Isso porque, embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha saído vitorioso das eleições deste ano, o avanço dessas medidas não depende diretamente do chefe do Executivo da República, mas da disposição do comando do Senado em colocar essas propostas em discussão e articular como será a votação.
A partir de 2027, o PL (Partido Liberal), de Flávio Bolsonaro, terá a maior bancada do Senado. Partidos do centrão que apoiaram a candidatura de Flávio também obtiveram resultados expressivos, dando à direita e a seus aliados uma presença significativa no Legislativo.
Como mostrou a CNN, no próximo ano, o Senado terá dois terços de seus integrantes favoráveis à cassação de ministros do Supremo. Dos 81 senadores, 54 já se manifestaram a favor do impeachment, segundo levantamento do centro de estudos Ranking dos Políticos.
A eleição para a presidência da Casa Legislativa ocorrerá em 1º de fevereiro. O atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), é candidato a reeleição e deve contar com o apoio de Lula na disputa.
