São Paulo, O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no último domingo (25/10) e, durante o discurso da vitória na Avenida Paulista, disse à multidão que o próximo mandato será aquele em que mais ouvirá a população, que teria então maior participação em suas decisões. O “exército” de trabalhadores nas ruas tem uma lista de pedidos.
A reportagem ouviu, ao longo da semana, o que ambulantes, entregadores e trabalhadores informais e por aplicativo esperam do governo federal nos próximos quatro anos. Estabilidade, reconhecimento e mínimas garantias diante das adversidades estão entre os sonhos de quem vive longe da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Em meio a tantas demandas, algumas exigiriam do Executivo Federal articulação com prefeituras para torná-las viáveis.
A fala de Lula na Paulista soou também como “mea culpa” diante da crítica recebida por sua campanha de que não teria compreendido as mudanças da sociedade e no mundo do trabalho ao longo dos últimos anos. Parcela relevante dos brasileiros teria, então, apostado suas fichas no empreendedorismo ou sido capturada por aplicativos como forma de obter renda, assumindo um discurso que não cabe no emprego formal.
É o caso da ambulante Luana Gomes, 32 anos. Ela tem uma barraquinha de lanches e tapiocas na Vila Clementino, na zona sul de São Paulo, e traz na ponta da língua aquilo que enxerga como vantagem em ser autônoma. “Liberdade, a melhor coisa.
