As transformações corporais decorrentes da gravidezlevam muitas mulheres a buscarem a cirurgia plástica como uma forma de resgatar a autoestima. No entanto, o impacto dessas mudanças vai além da estética, já que as inseguranças com a nova aparência física costumam afetar diretamente a vida sexual.
Em entrevista à coluna, o cirurgião plástico Fabian Fedrizzi comenta que grande parte das pacientes estão buscando se reconhecer de novo.
“Vivemos uma cultura de retorno imediato. No consultório, isso chega como culpa. Mulheres com 3 meses de parto se sentindo atrasadas. Mulheres com desejo sexual baixo achando que precisam de cirurgia para voltar a serem desejadas”, conta.
O que acontece com o corpo e com a libido?
Segundo ele, antes de realizar qualquer cirurgia, sua principal função é explicar e naturalizar as mudanças que podem acontecer. São elas:
Abdômen:diástase dos retos abdominais ocorre em quase todas as gestações.
Mamas: variação de volume, queda e assimetria são esperadas. O tecido só estabiliza de três a seis meses após o fim da amamentação.
Região íntima e assoalho pélvico:ressecamento, incontinência de esforço e dor na relação não são resolvidos por cirurgia plástica estética. São demandas para fisioterapia pélvica, ginecologia e acompanhamento hormonal.
Libido:com privação de sono, estrogênio baixo, dor em cicatriz e sobrecarga mental, a queda de desejo é fisiológica.
