O diretório estadual do PT em São Paulo montou uma força-tarefa para reagir ao grande número de relatos de boicote, violência e assédio trabalhista contra pessoas que teriam declarado apoio à reeleição do presidente Lula (PT). Em menos de 48 horas o partido recebeu 42 denúncias formais de violência e perseguição política e agora discute estratégia para oferecer atendimento jurídico gratuito às vítimas.
A estratégia partiu do diretório estadual, que se uniu ao coletivo Grupo Prerrogativas, ao setorial jurídico do partido e aos advogados que atendem o partido, e iniciou campanha nas redes sociais para que vítimas relatassem o que sofreram e pudessem receber apoio desta força-tarefa.
“A história já nos mostrou aonde podem levar a perseguição política, a intolerância e os boicotes motivados por preconceito ou divergências ideológicas. Não podemos naturalizar comportamentos que remetem a períodos sombrios da humanidade. Defender quem sofre perseguição é também defender a democracia”, diz Kiko Celeguim, deputado federal reeleito e presidente do PT de São Paulo.
Em poucas horas chegaram ao partido 19 denúncias de retaliação por divergência de opinião política, 17 relativa a perseguição econômica, 15 de assédio verbal, ameaças e intimidações, 14 de demissão motivada por posicionamento político e cinco casos de agressão física ou dano patrimonial. Às vezes, mais de uma coisa por denúncia.
