A fama de saudável tem fundamento, mas só até certo ponto. Do jeito que o sushi se popularizou no Brasil, com fritura, cream cheese e molho adocicado, ele pode facilmente virar uma bomba disfarçada de comida leve.
O lado saudável
Na versão tradicional, a comida japonesa tem muitas qualidades. O peixe cru é uma ótima fonte de proteína, e os mais gordurosos, como salmão e atum, oferecem ômega 3, gordura boa para o coração e o cérebro. A alga nori traz iodo e alguns minerais. Gengibre, pepino, cebolinha e gergelim completam o prato com sabor e pouca caloria.
O sashimi, que são as fatias de peixe sem arroz, é a escolha mais leve e mais rica em proteína do cardápio. O niguiri, bolinho de arroz com uma fatia de peixe por cima, também é uma opção equilibrada. Cada peça costuma ficar entre 40 e 60 calorias.
Onde mora a armadilha
O problema começa quando o sushi ganha adaptações. O hot roll é empanado e frito em óleo. O cream cheese aparece em quase tudo. O molho tarê, aquele escuro e adocicado, é praticamente uma calda de açúcar com shoyu. Uma única peça de hot roll pode ter o dobro das calorias de um niguiri.
Pense no sushi tradicional como uma bicicleta: leve e eficiente. Cada fritura, queijo e molho extra é um peso a mais na garupa. Lá pelas tantas, ela não anda mais.
O arroz também merece atenção. Ele é temperado com açúcar e vinagre, e quem come 30 ou 40 peças acaba ingerindo uma quantidade de arroz que não colocaria no prato de casa.
E tem o rodízio.
