O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), foi criticado neste domingo (1º.nov.2026) por aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por responsabilizá-lo pelo reajuste do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel. Afirmam que Boulos omitiu a participação de governos de esquerda na aprovação da medida, decidida conjuntamente pelos Estados.
O deputado federal eleito Guilherme Piai (Republicanos-SP) afirmou que o ministro está “disseminando fake news”.
Para o deputado estadual eleito Danilo Campetti (Republicanos-SP), o ministro está “jogando a culpa no Tarcísio” por uma decisão coletiva. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o político lembrou que o reajuste do imposto de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro também teve a participação de representantes de Estados governados por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Essa decisão envolveu representantes de todos os Estados, inclusive Bahia, Ceará e Piauí, governados pelo PT e aliados de Lula”, informou.
O Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, aprovou na 3ª feira (27.out) um novo aumento do ICMS sobre combustíveis. O colegiado é formado por secretários de Fazenda, Finanças ou Tributação dos 26 Estados e do Distrito Federal. As mudanças valem a partir de fevereiro de 2027.
