Estimulado pelas notícias, sempre em “off”, claro!, de que Lula já teria tomado algumas decisões na área econômica, liguei para o presidente do PT, Edinho Silva. Quis saber o que havia de verdade e por que, depois de uma reação fabulosa nas urnas, o partido e o presidente estariam se atrapalhando com informações desencontradas. Bem, a resposta dele não me surpreende. Os mesmos especuladores que decretaram o fim de Lula e tentaram normalizar um eventual governo afascistado de Flávio Bolsonaro, o agora fugitivo, que queria a Presidência apenas como instrumento de impunidade, continuam em ação. Até parece que o predente reeleito depende da chancela desses sujeitos para exercer o quarto mandato.
A questão também diz respeito ao jornalismo. Existe um personagem com a ambição de mandar no Brasil: a fonte ouvida em “off”, geralmente apresentada como “interlocutora” de alguém com poder de decisão. A falta de escrúpulo chega a tal ponto, e, infelizmente, falo de prática corrente em setores da imprensa, que se revelam “conversas” privadas entre duas pessoas, ainda que ambas neguem o conteúdo... Aí basta escrever algo assim: “Esta coluna (ou assemelhado) conversou com três fontes que asseguram, sob condição de anonimato, que tal coisa aconteceu…”
Bem, isso equivaleria à prova de que Deus existe, não é?
