Fernanda Bassette | Agência FAPESP - Idosos que praticam mais atividade física têm maior volume cerebral, especialmente em áreas ligadas à memória, cognição e raciocínio, conclui revisão sistemática publicada no Journal of Aging and Physical Activity. Ao reunir dados de quase 2.700 pessoas com 60 anos ou mais, o estudo mostra uma associação consistente entre níveis mais elevados de movimento no dia a dia e um cérebro estruturalmente mais preservado. O achado reforça a importância do exercício na prevenção do declínio cognitivo.
A pesquisa, realizada pela graduanda Sara Oliveira Dias de Lucena, bolsista da FAPESP, foi orientada por Lucas Melo Neves, professor do Departamento de Educação Física do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (IB-Unesp), campus de Rio Claro. Os autores analisaram 19 estudos observacionais, que juntos apresentavam dados de 2.684 pessoas com idade média de 70 anos. Ao todo, foram verificadas 76 estruturas e regiões cerebrais diferentes.
Além disso, os trabalhos avaliaram o nível habitual de atividade física dos participantes - por aplicação de questionários ou uso de acelerômetros - e mediram o volume do cérebro por meio de exames de ressonância magnética. Ao analisar os resultados, os pesquisadores constataram que os idosos mais ativos tinham maior volume total do cérebro, e em diversas regiões importantes para a cognição, entre elas o hipocampo.
