Uma juíza federal dos Estados Unidos indeferiu neste domingo (1º) uma ação movida pelo governo do presidente Donald Trump que buscava impedir o Alasca de certificar a derrota do senador republicano Dan Sullivan nas eleições de meio de mandato de terça-feira, caso os votos para um rival com o mesmo nome pudessem ter alterado o resultado.
Aliado de Trump, Dan Sullivan, que tenta a reeleição, enfrenta a democrata e ex-deputada federal Mary Peltola em uma das disputas mais acompanhadas do país, com o controle do Senado em jogo. A eleição de terça-feira (3), pelo sistema de voto ranqueado, também inclui dois candidatos que fizeram pouca campanha, um dos quais tem o mesmo nome do incumbente. A presença desse candidato na cédula foi o que levou Trump a pressionar pela ação, por medo de que ele “roubasse” votos do senador que busca a reeleição.
Ação, apresentada a menos de duas semanas da eleição, quando a votação antecipada já estava em andamento, pedia uma investigação para apurar se votos dados ao professor aposentado Dan J. Sullivan teriam sido, na verdade, destinados ao senador. O Estado disse que o caso não tinha fundamento e argumentou que não haveria como determinar isso sem violar a privacidade do eleitor.
A juíza Sharon Gleason, do Tribunal Distrital dos EUA, escreveu na decisão que a medida solicitada pelos Estados Unidos é “inviável” porque muitos eleitores já haviam votado.
