Desde 1970, o governo do presidente Jimmy Carter, dos Estados Unidos, em 1978, foi o único cujo partido perdeu cadeiras nas duas Casas do Congresso, mas preservou a maioria em ambas.
Naquela ocasião, os democratas perderam 15 assentos na Câmara dos Representantes (onde atuam os deputados) e três no Senado. Tanto o Senado quanto a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos funcionam no Capitólio, em Washington.
As eleições da próxima terça-feira, 3, nos EUA, renovarão os 435 assentos da Câmara dos Representantes e aproximadamente um terço das 100 cadeiras do Senado. Como os deputados cumprem mandatos de dois anos e os senadores permanecem seis anos no cargo, os dois sistemas apresentam dinâmicas eleitorais diferentes. O pleito, no entanto, costuma ser visto como um plebiscito sobre o desempenho do governo.
Para o presidente Donald Trump, cuja popularidade está em 37,9%, segundo o On Point Politics, eventual mudança no controle de uma das Casas poderá dificultar a aprovação de propostas legislativas e ampliar a capacidade da oposição de conduzir investigações parlamentares.
Perder cadeiras, porém, é muito mais corriqueiro do que ganhá-las. Uma outra situação inusitada ocorreu em 2010, quando Barack Obama perdeu 63 cadeiras na Câmara e seis no Senado, mas os democratas conservaram a maioria no Senado.
