Há imagens que ficam na memória de um país. Cafu levantando a taça do pentacampeonato é uma delas. Naquele gesto, um menino do Jardim Irene, na periferia de São Paulo, erguia o sonho de milhões de brasileiros.
Antes de chegar ali, ouviu muitas vezes que não servia. Voltou, tentou de novo, conquistou seu lugar. Disputou três finais consecutivas de Copa do Mundo, venceu duas e se tornou o capitão de uma seleção que o Brasil ainda guarda com saudade.
A braçadeira reconhecia uma liderança construída no convívio: o jogador que chegava cedo, treinava mais, cobrava e cuidava dos companheiros. Em um grupo de estrelas, Cafu conquistou respeito pelo exemplo. E atravessou os maiores palcos do futebol sem perder o sorriso de quem sabia o quanto havia caminhado para estar ali.
Fora de campo, levou consigo a lembrança do menino que precisava de uma chance. Do sertão brasileiro a Moçambique, ajudou outras crianças a encontrar oportunidades. O sonho que começou no Jardim Irene abriu caminhos para os sonhos de muitos outros meninos e meninas.
Hoje, no Que Dia, nossa conversa é com Cafu, o capitão do penta. Vamos falar das vitórias, das derrotas, da responsabilidade de conduzir um grupo e dos caminhos que o futebol pode abrir. E ouvir o homem que, ao levantar uma taça, fez um país inteiro levantar os braços com ele.
Confira os principais trechos da entrevista.
Coluna - No ano passado, antes da Copa, você dizia que o Brasil era favorito absoluto ao título.
