A fumaça provocada pelas queimadas em Santarém, no oeste do Pará, aumentou a procura por atendimento médico em razão de problemas respiratórios. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente, mostram que o Estado registrou 2.991 focos de calor entre 14 e 20 de outubro. Foram 610 ocorrências a mais que na semana anterior, quando houve 2.381 registros. O crescimento foi de 25,6%.
Em 22 de outubro, o governo federal anunciou a mobilização de 522 brigadistas e fiscais do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além de 13 aeronaves e 41 veículos terrestres. Segundo o balanço oficial, as equipes haviam extinguido 184 incêndios no Pará.
A estrutura estadual também foi mobilizada. O governo paraense informou a atuação de 114 brigadistas da Secretaria de Meio Ambiente e de 190 bombeiros militares, dos quais 90 estavam destacados para o oeste do Estado.
Apesar dessas operações, a situação continuou grave. Entre 25 e 26 de outubro, o Pará concentrou 937 dos 1.645 focos de calor registrados em todo o Brasil, aproximadamente 57% do total. Santarém estava entre os municípios mais atingidos. Até 26 de outubro, a cidade acumulava 482 focos de calor em levantamento citado pelo Ministério Público de Contas do Amazonas.
