A conta das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a ser apresentada. O Ministério da Educação (MEC) vai precisar de um aporte bilionário para transformar o palanque em realidade. Para ter uma ideia, apenas para bancar a expansão de bolsas para alunos dos ensinos médio e superior, o governo terá de encontrar mais de R$ 7 bilhões extras.
A lista de promessas inclui ainda a ampliação da rede de institutos federais, a universalização do ensino em tempo integral e a recriação do programa Ciência sem Fronteiras. Nenhuma dessas três medidas tem custo oficial estimado.
A investida não condiz com a realidade. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, as universidades federais operam sob severa restrição de verba para manutenção básica. Enquanto isso, o governo anuncia um pacote de bondades que supera R$ 234 bilhões e de uma enxurrada de compromissos em outras pastas, tudo sob pressão por corte de despesas.
Orçamento travado e manobras fiscais
O Orçamento de 2027 ainda aguarda o crivo do Congresso. O projeto de lei em tramitação prevê R$ 246 bilhões para o MEC, alta nominal de 6% sobre 2026.
Diante dessa conta, o Ministério da Fazenda declarou que as medidas não gerarão, na totalidade, impacto adicional e que eventuais ajustes encaminhados ao Congresso respeitarão a meta de resultado primário e o arcabouço fiscal. O Ministério do Planejamento repassou a discussão para o Legislativo.
