O responsável pela articulação do Likud, partido de Benjamin Netanyahu, descartou um acordo de alternância no cargo de primeiro-ministro em um eventual governo de Israel. Essa alternância já ocorreu em outros momentos na história de Israel.
“Somos contra a alternância, depois de os resultados das eleições demonstrarem um alto nível de confiança em nós”, afirmou o deputado Ofir Katz, segundo a Rádio do Exército de Israel. “Quem quiser pode integrar o governo com base na coalizão existente.”
O Likud é o partido que comanda o atual bloco governista. Apesar de ter sido a sigla que conquistou o maior número de cadeiras, a aliança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu obteve apenas 53 dos 120 assentos do Knesset nas eleições da semana passada. Precisará articular para obter o apoio de pelo menos oito eleitos, para chegar às 61 cadeiras e formar a maioria no Knesset, Parlamento.
Netanyahu continuará no cargo enquanto não houver uma definição. O artigo 30 da Lei Básica do Governo de Israel, prevê a continuidade do governo até a posse de seu sucessor. Ele tem total autonomia para lidar com situações de emergência, mas governa, neste período, com limites jurídicos aplicáveis a um governo de transição.
Oposição a Netanyahu
O presidente Isaac Herzog irá definir quem tentará primeiro formar o governo. O Yashar, partido do opositor Gadi Eisenkot, conquistou 21 cadeiras. O bloco de Eisenkot, porém, soma 48 cadeiras.
