A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocou uma alta dos juros futuros, em meio às dúvidas do mercado financeiro sobre o controle dos gastos públicos. Na última semana de outubro, Bradesco, Itaú e Santander reajustaram as taxas do financiamento imobiliário, o que encareceu o crédito para quem pretende comprar a casa própria.
O movimento começou na segunda-feira 26, primeiro pregão depois do segundo turno. Investidores demonstraram preocupação com a possibilidade de o governo manter o crescimento das despesas sem adotar medidas suficientes para estabilizar a dívida pública.
O Bradesco elevou a taxa mínima de 11,69% para 13,6% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR), índice que corrige o saldo devedor de determinados financiamentos imobiliários. O Itaú passou de 11,99% para 12,95%, enquanto o Santander aumentou os juros de 11,69% para 12,49%, também mais TR. A Caixa Econômica Federal não havia anunciado reajustes até a sexta-feira 30.
Mercado cobra contenção dos gastos públicos
A vitória de Lula contrariou as expectativas de parte dos investidores, que esperavam mudanças na condução da política econômica. O mercado passou a cobrar um plano para conter as despesas e estabilizar a dívida.
Na segunda-feira, o contrato de juros futuros com vencimento em janeiro de 2031 chegou a 15,72% ao ano, ante 12,642% na sexta-feira anterior. Diante da turbulência, o Tesouro Nacional recomprou R$ 7,1 bilhões em títulos prefixados.
