(*) José Lorêdo Filho
Partido “Saquarema”, assim era identificado o venerando Partido Conservador do Império, que teve na figura cimeira de Bernardo Pereira de Vasconcelos o seu grande artífice. O conservadorismo político, em todo o mundo, possui uma tradição de mais de dois séculos. No Brasil, mesmo após o fim do Império, a tradição encarnada pelos saquaremas, embora cambaleante, teve continuidade.
Devemos, porém, descer a regiões menos nobres e tratar, infelizmente, do último pleito presidencial.
Desçamos um pouco mais: o chamado “Exército do Lula”, encabeçado por uma figura burlesca de deputado, que, na prática, comandou a campanha do atual presidente no 2º turno, foi pródigo em imputar aos conservadores, bolsonaristas ou não, as mais graves acusações, apresentando-os como inimigos da democracia, das liberdades e da justiça social.
Ora, meus amigos, já veremos o que nos diz a história.
A importância dos conservadores
Não iria me manifestar se se confirmasse a vitória do candidato da direita; nada assenta melhor na fronte do vencedor do que a coroa da modéstia, segundo o juízo acertado do meu mestre Juan Donoso Cortés. Como perdemos, faço algumas considerações, indiferente como sou, e sempre fui, à histeria das patrulhas ideológicas.
“Historia magistra vitae”, não pouca razão tinha Cícero quando considerava ser a história a mestra da vida. A esquerda insiste em apresentar os conservadores como uma ameaça à democracia e aos direitos sociais?
