Na próxima terça-feira (3), os americanos vão às urnas para as eleições de meio de mandato. Donald Trump não estará na cédula, mas seu governo estará em julgamento.
A votação renova as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes. No Senado, cuja renovação regular é de aproximadamente um terço a cada dois anos, estarão em disputa 35 das 100 vagas: 33 regulares e duas eleições especiais.
O resultado definirá com quanto apoio Trump poderá governar nos dois anos seguintes. E os sinais das apostas são desfavoráveis ao presidente.
Na consulta realizada para este artigo, a Polymarket atribuía aos democratas aproximadamente 94% de probabilidade de conquistar a Câmara e 69% de controlar o Senado.
Esses percentuais exigem uma explicação. A Polymarket é uma plataforma de mercados de previsão. Seus participantes negociam contratos sobre acontecimentos futuros, e os preços expressam probabilidades implícitas.
Não são percentuais de intenção de voto: 94% de chance de vitória não significa 94% dos votos. A plataforma ganhou projeção ao apontar o favoritismo de Trump em 2024, quando ele venceu. Isso merece atenção, mas não autoriza transformá-la em oráculo.
Um acerto relevante não comprova superioridade permanente sobre pesquisas e modelos eleitorais. As apostas oscilam e podem sofrer influência de grandes posições.
O que elas mostram agora é uma expectativa forte de perda de poder dos republicanos. A confirmação depende do eleitor.
