O juiz Darrin P. Gayles, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos do Sul da Flórida, rejeitou pela 2ª vez no sábado (31.out.2026) um processo por difamação movido por Donald Trump (Partido Republicano) contra o Wall Street Journal. O presidente norte-americano entrou com a ação por causa de uma reportagem que o ligava ao criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.
Segundo Trump, o jornal difamou seu “caráter e integridade” ao publicar em 2025 uma reportagem sobre um cartão de aniversário endereçado a Epstein, que continha a assinatura do republicano e incluía o desenho de uma mulher nua. Ele negou ter escrito a carta e processou o WSJ, pedindo uma indenização de US$ 10 bilhões.
O juiz disse que o presidente dos EUA não conseguiu provar que o jornal “agiu com dolo efetivo” e, por isso, rejeitou a ação. O dolo efetivo é um critério jurídico que deve ser comprovado por figuras públicas em processos por difamação. O termo quer dizer que os réus sabiam ou deveriam saber que o que estavam publicando era falso.
A decisão do juiz é de caráter definitivo, mas a equipe jurídica de Trump disse que o presidente seguirá adiante com a ação contra o Wall Street Journal.
