Partidos de centro articulam a aprovação de uma reforma política para alterar o sistema de escolha de deputados e vereadores no Brasil a partir de 2034. O modelo em discussão é o distrital misto, em que o eleitor vota 2 vezes: em um candidato local e em uma lista partidária. As regras detalhadas ainda não constam em proposta apresentada ao Congresso.
A intenção de votar a mudança ainda em 2026 foi anunciada em reunião realizada na 4ª feira (28.out.2026) entre líderes partidários e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). O encontro contou com integrantes do PSB, União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, federação PSDB-Cidadania e Podemos. PL, PT, Psol, Novo e Missão não participaram.
Para avançar, a proposta precisa da aprovação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) em 2 turnos, por no mínimo 3/5 dos votos na Câmara e no Senado. A alteração se aplicaria apenas a eleições proporcionais (vereadores e deputados estaduais, distritais e federais). Não haveria mudança na eleição de senadores, que manteria o modelo majoritário.
MODELO ATUAL
No sistema de eleições proporcionais em vigor, o eleitor vota apenas uma vez. Opta por um candidato ou vota diretamente na legenda. Todos os votos são computados para o saldo total do partido ou federação partidária.
As vagas são distribuídas com base no quociente eleitoral, obtido pela divisão do total de votos válidos pelo número de cadeiras da unidade federativa.
