Os “Patriotas Cafelândia” - Davoine Colpani e Edson Parra Nani Filho - não suportaram a derrota do ex Jair Bolsonaro em 2022. Logo depois das eleições, lançaram uma lista de retaliação e de boicote a comerciantes “esquerdopatas” que deveriam ser banidos da pequena cidade paulista de 16,6 mil habitantes. Três anos depois de um vai e vem na Justiça, os dois acabaram condenados pelo crime de perseguição (Art.147-A do Código Penal). A despeito do enquadramento criminal, a prática deletéria está correndo solta nas redes sociais, endossada por políticos de peso como o deputado mais votado de Minas Gerais, Nikolas Ferreira (PL).
Como se não bastasse, parcela dos bolsonaristas investiu firme na abjeta campanha “demita um petista”, estímulo descarado ao assédio eleitoral. Nada tão aviltante, típico de quem se lixa para a democracia.
De domingo, data do segundo turno das eleições, até a última quinta-feira, o Ministério Público do Trabalho recebeu quase 1,5 mil denúncias de trabalhadores acuados por seus patrões. No total, os mais de 3,7 mil relatos ultrapassaram os 3,3 mil registros totalizados em 2022. Embora a Justiça do Trabalho paulista tenha expedido liminar, válida para todo o país, determinando que a Meta, dona do Instagram, Facebook, WhatsApp e Threads, retire do ar qualquer mensagem estimulando demissões por motivação política, a ação coordenada continua.
