A melatonina, hormônio produzido naturalmente pelo organismo para regular o sono, pode contribuir para o tratamento do glioblastoma, um dos tipos mais agressivos de câncer cerebral. Pesquisas indicam que a substância pode aumentar a sensibilidade das células tumorais à quimioterapia, mas os resultados ainda precisam ser confirmados em estudos clínicos com pacientes.
Segundo análise publicada no portal científico The Conversation em 16 de outubro de 2026, experimentos realizados em laboratório mostram que a combinação da melatonina com a temozolomida, medicamento utilizado no tratamento da doença, pode dificultar a sobrevivência e a multiplicação das células cancerígenas.
O glioblastoma é o tumor cerebral maligno primário mais frequente em adultos. Seu tratamento costuma envolver cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Mesmo depois da retirada cirúrgica, células tumorais podem permanecer no tecido cerebral e provocar o reaparecimento da doença.
Um dos obstáculos ao tratamento é a capacidade de algumas células cancerígenas de reparar danos provocados pela quimioterapia. A proteína MGMT, por exemplo, pode reduzir a eficácia da temozolomida ao reparar alterações no DNA das células tumorais.
RESULTADOS EM LABORATÓRIO
Um estudo publicado em 2025 identificou que a combinação de melatonina e temozolomida apresentou efeito superior ao das substâncias utilizadas separadamente em culturas de células de glioblastoma.
