O custo de vida é a principal preocupação dos eleitores que se preparam para ir às urnas para as eleições de meio de mandato nos EUA, mas o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) avaliou o persistente problema de inflação do país na quarta-feira (28) e decidiu não tomar nenhuma medida para combatê-lo. Pelo menos nas próximas seis semanas.
Apesar de os preços ao consumidor terem subido 3,7% nos últimos 12 meses e de o indicador de inflação preferido do Fed permanecer 50% acima da meta da autoridade monetária, a decisão de manter os juros inalterados já era amplamente esperada.
Isso porque alterar as taxas de juros é um instrumento pouco preciso, capaz de provocar danos significativos à economia quando utilizado no momento errado ou de maneira inadequada.
Ao optar por esperar, no entanto, o Fed também está assumindo um risco considerável. O banco central pode repetir o erro de 2021, quando acreditou que seria possível derrotar o monstro da inflação, que já estava diante dos olhos da economia, simplesmente ignorando-o. (E o Fed estava completamente errado.)
Desta vez, a situação pode realmente ser diferente, e a decisão de não agir precipitadamente pode se mostrar acertada. Ou pode obrigar o banco central a submeter a economia a um tratamento de choque em dezembro, que talvez pudesse ter sido evitado com uma elevação dos juros em outubro.
Por que o Fed não aumentou os juros?
