O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tenta articular um acordo político para viabilizar a saída do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da prisão e conquistar apoio da direita à sua reeleição para o comando da Casa, em fevereiro de 2027.
Há algumas propostas sobre a mesa, mas nenhuma delas é definitiva. Uma hipótese que foi cogitada é apresentar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) uma proposta de indulto humanitário a Bolsonaro. Alcolumbre ainda não levou a possibilidade ao petista.
A ideia teria de contar com a participação de Lula e do PT, cenário considerado distante neste momento. O movimento que tem mais chances de tração, neste momento, é a aprovação de uma anistia no Congresso Nacional.
Esse movimento poderia, na sequência, ser barrado no Supremo Tribunal Federal, que já deixou claro que entende que crimes políticos não estão sujeitos a perdão.
Com isso, Alcolumbre avalia que pode alcançar 2 objetivos políticos:
Reeleição - poderia atrair o apoio da bancada do PL, esvaziando candidaturas rivais, como de Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS), hoje os principais opositores do amapaense na disputa;
Impeachment - reduziria a pressão pelo impedimento de ministros do STF. Alcolumbre é amigo pessoal de Alexandre de Moraes e se opõe frontalmente ao seu afastamento do cargo.
Alcolumbre pretende apresentar a iniciativa como parte de um movimento de pacificação nacional.
