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Tiririca, Cabo Daciolo, Enéas, Padre Kelmon: ao longo dos anos, as eleições do Brasil contaram com a participação de vários personagens caricatos, além de candidatos nem tão famosos, mas que fizeram sucesso como meme nas redes sociais, com campanhas - no mínimo - inusitadas.
Nos Estados Unidos, no entanto, é incomum que esse tipo de concorrente chegue às urnas.
O g1 não encontrou nenhum candidato parecido com os existentes nas eleições brasileiras disputando cargos nas midterms - as eleições de meio de mandato dos EUA que irão ocorrer no dia 3 de novembro para escolher governadores e novos representantes para o Congresso Nacional e para as câmaras estaduais americanas.
Mas o que causa essa diferença? A principal razão é o tipo de sistema eleitoral do EUA.
Como os dois partidos, o Democrata e o Republicano, realizaram prévias para escolher o candidato que irão lançar, é comum que os menos preparados fiquem pelo caminho.
O fato dos votos serem por distrito também faz com que os eleitores deem seus votos para pessoas que sejam diretamente ligadas à comunidade.
O comentarista da GloboNews, Marcelo Lins, explica as diferenças entre Brasil e EUA.
"Por aqui [no Brasil], um candidato que vem, por exemplo, de um personagem de TV, ou alguém muito histriônico, quando se candidata, pode chamar votos para o partido dele e ajudar a eleger outros candidatos.
Cadê o 'Tiririca americano'? Candidatos 'meme' são raros nas eleições dos EUA; entenda por quê
