Com sabor adocicado e aroma marcante, o abacaxi de Porto Grande (Amapá) é a grande estrela do município. O governo amapaense tornou em 2024 o cultivo da fruta na cidade como patrimônio cultural de natureza imaterial do Estado.
O abacaxi de Porto Grande conquistou, em 2024, o registro de IG (Indicação Geográfica). O reconhecimento é concedido pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) a produtos ou serviços associados a determinada origem geográfica, conforme os requisitos legais. O Sebrae atua como parceiro dos produtores na estruturação, capacitação e apoio à obtenção e gestão desse registro.
A IG, porém, não significa que todos os produtores estejam automaticamente autorizados a utilizar a indicação geográfica. É preciso cumprir as regras estabelecidas no caderno de especificações técnicas. Eis a íntegra do documento (419 kB - PDF).
Suel de Araújo Diniz, presidente da Associação de Produtores de Abacaxi de Porto Grande e agricultor no município há mais de 15 anos, disse que o Sebrae foi o principal parceiro no processo de obtenção da IG. O registro do abacaxi de Porto Grande, na modalidade Indicação de Procedência, foi o 1º concedido a um produto do Amapá.
Segundo Suel, o reconhecimento contribuiu para a valorização da fruta. O produtor afirmou que antes vendia cada unidade por R$ 2,50 e depois passou a comercializá-la por R$ 5. O preço, portanto, dobrou.
