Em setembro, a receita do orçamento público geral da China caiu pela 1ª vez este ano, enquanto uma queda acentuada nas vendas de terrenos aumentou a pressão financeira sobre os governos locais depois da implementação de novas medidas para o mercado imobiliário no final de agosto.
A queda na arrecadação, aliada à menor taxa de execução orçamentária em 9 meses em 6 anos, evidencia a pressão sobre as autoridades locais, que enfrentam uma prolongada recessão imobiliária.
A receita do orçamento público geral, principal fonte de renda do governo, caiu 0,1% em relação ao ano anterior, para 1,6 trilhão de yuans (US$ 239 bilhões) em setembro, segundo dados do Ministério das Finanças divulgados nesta 4ª feira (21.out). A receita para os primeiros 9 meses de 2026 aumentou 5,1%, para 17,2 trilhões de yuans.
Em outro dado, a receita proveniente da venda de terrenos estatais, uma fonte crucial de financiamento para os governos locais, caiu 23,2% em relação ao ano anterior, para cerca de 233,5 bilhões de yuans em setembro. A queda foi 10,6 pontos percentuais maior do que em agosto, segundo cálculos da Caixin com base em dados do ministério.
A queda mais acentuada se deu depois da implementação de medidas por diversos departamentos governamentais em 28 de agosto para ajustar as vendas de imóveis comerciais e o financiamento imobiliário. Havia expectativa de que as medidas pressionassem ainda mais a receita relacionada a terrenos.
