A primeira semana pós-vitória de Lula, reeleito para seu quarto mandato presidencial, infelizmente foi sequestrada por Flávio Bolsonaro com a rocambolesca fuga que empreendeu na direção à América de Donald Trump, temeroso de ser preso aqui por tudo o que fez de indecente ao longo de sua vida desde que, pela primeira vez, se elegeu deputado estadual pelo Rio de Janeiro.
Parecia impossível que o Bolsonaro moderado, vacinado, fosse capaz de dar “uma banana” para os quase 60 milhões de brasileiros que votaram nele no segundo turno. Goste-se ou não, ele era o escolhido para liderar a oposição ao governo Lula e, quem sabe, daqui a quatro anos, concorrer outra vez à Presidência da República. Não haveria outro nome da direita, até lá, a fazer-lhe sombra.
Em menos de sete dias, porém, Flávio jogou fora seu futuro por inépcia e covardia. Recusou-se a enfrentar as investigações da Justiça sobre os supostos crimes que cometeu, ao contrário de Lula quando condenado e preso pelo ex-juiz Sergio Moro. Lula julgou-se inocente, foi preso, amargou 580 dias em uma cela da Polícia Federal e acabou sendo solto pelo Supremo Tribunal Federal. Flávio escafedeu-se.
