A escalada de violência e ameaças de demissão após o segundo turno das eleições presidenciais levou o governo federal a tomar medidas para conter novos episódios.
Nesta semana, o Executivo anunciou uma força-tarefa composta por diversos órgãos para combater práticas de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Em outra frente, pastas se mobilizam para levantar e apurar casos de ameaças, agressões e até assassinatos envolvendo o resultado das eleições.
A criação da força-tarefa contra o assédio ocorreu após se espalharem nas redes sociais relatos de empresários incentivando a demissão de funcionários que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O grupo é composto pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público do Trabalho (MPT), a Advocacia-Geral da União (AGU), o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Ministério Público Eleitoral (MPE) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Além das ameaças de demissão, foram registradas publicações que estimulam o boicote a estabelecimentos que declaram apoio ao petista. O MTE criou um canal de denúncias específico para receber denúncias de discriminação por conta do posicionamento político ou voto.
Também iniciou uma campanha para incentivar a denúncia de situações de coação, ameaça ou discriminação no ambiente profissional. A pasta passou a orientar usuários por meio de notificações no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.
