Um ano após a Operação Carbono Oculto, o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, diz que o órgão passou a cancelar sumariamente CNPJs irregulares, quer cruzar dados com CPFs e já tem um sistema de inteligência artificial para fundos de investimento “90% pronto”.
Essa e outras histórias estão na série Do Canavial à Faria Lima, publicada nos dias 28, 29 e 30 de outubro no Metrópoles. A primeira reportagem mostra como o crime organizado, infiltrado em usinas de cana de açúcar e plantações, aprofundou a crise econômica no interior de São Paulo. A segunda, conta como os postos de combustíveis lavaram dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). E a reportagem final mostra como fundos de investimento e fintechs hospedadas na Avenida Brigadeiro Faria Lima serviram à essa teia criminosa.
Um ano depois da Carbono Oculto, o que mudou na prática?
Robinson Barreirinhas: A Carbono Oculto mostrou a infiltração do crime organizado em toda a cadeia de combustíveis: importação, refino, distribuição, terminais, transporte, postos, e depois a entrada do dinheiro no sistema financeiro por fintechs, contas-bolsão e gestoras de fundos. A grande novidade foi desvendar essa estrutura complexa, e todas as frentes tiveram desdobramento.
Quais foram esses desdobramentos?
Barreirinhas: No mês seguinte veio a Cadeia de Carbono, na parte da importação, quando apreendemos os quatro navios daquela refinaria.
