Justiça determina quebra do sigilo médico sobre morte de Tancredo Neves
Há pouco mais de 40 anos, o Brasil festejava um momento histórico: a eleição e a futura posse do primeiro presidente civil, após duas décadas do regime militar.
A internação na véspera da posse - e a morte inesperada do presidente eleito Tancredo Neves em 21 de abril de 1985 - mudou novamente os rumos da política nacional. E, ainda hoje, é cercada de mistérios e até teorias da conspiração.
Uma decisão dada pela Justiça Federal nesta semana pode começar a solucionar essas dúvidas. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região foi unânime ao aprovar que a família de Tancredo tenha acesso a documentos sigilosos sobre a internação no Hospital de Base, em Brasília.
O objetivo é sanar a dúvida da família --- e de inúmeros eleitores da época --- sobre a suspeita de erro médico.
Tancredo Neves foi internado na véspera da posse presidencial com quadro de diverticulite - inflamação na região do intestino grosso. Ele morreu um mês depois, em 21 de abril de 1985.
Com a nova decisão, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), devem liberar prontuários, relação de médicos e outros documentos.
Procuradas pelo g1, as entidades afirmaram que ainda não foram oficialmente notificadas.
Caminho na Justiça
Apesar de a decisão ter chegado apenas em 2026, a busca por explicações começou em 2010, com a publicação do livro "O paciente", de Luís Mir.
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