Com a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Lula (PT) no segundo turno, a revisão criminal em análise no STF (Supremo Tribunal Federal) tornou-se a principal aposta da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para reverter a condenação a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Flávio chegou a dizer que, caso eleito, queria o pai ao seu lado ao subir a rampa do Planalto, o que exigiria sua saída da prisão domiciliar - cenário que deixou de existir com a reeleição de Lula.
Agora, o relator da revisão, ministro Kassio Nunes Marques, deu à PGR (Procuradoria-Geral da República) dez dias para se manifestar sobre o novo pedido, etapa necessária para que o caso fique pronto para julgamento.
A decisão foi assinada na segunda-feira (26), um dia após as eleições, e era esperada. Kassio, que também preside o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), dizia que só trataria do tema depois do pleito. Em nota de 7 de outubro, seu gabinete afirmou que decidir antes poderia ser interpretado como interferência na eleição.
A petição foi apresentada no início do mês e pede, em caráter liminar, a suspensão da prisão até o julgamento. No mérito, os advogados querem anular as decisões que deram origem às investigações no inquérito das fake news e, com elas, as provas e os depoimentos colhidos desde maio de 2025, com reabertura da fase de instrução.
O pedido inclui ainda um parecer técnico inédito que, segundo a defesa, aponta falhas na coleta e na preservação de dados digitais.
