Uma alimentação sem produtos de origem animalpode ser compatível com a gestação e com a menopausa, mas exige mais planejamento do que muita gente imagina. Nesses momentos, as necessidades do corpo mudam, e o cardápio precisa acompanhar.
Na gestação: dá, mas não dá para improvisar
Entidades como a Academia Americana de Nutrição e Dietética consideram que uma dieta vegana bem planejada pode atender às necessidades da gestação. Outras, como a Sociedade Alemã de Nutrição, são mais cautelosas e apontam que ainda faltam estudos para recomendar o modelo nessa fase. O ponto em comum entre elas é claro: sem planejamento e suplementação, o risco de deficiências aumenta.
Pense na gestação como uma obra em ritmo acelerado. O bebê precisa de materiais específicos todos os dias, e alguns deles praticamente só chegam por fontes animais. Na alimentação vegana, esses materiais precisam vir de outro fornecedor.
Os nutrientes que pedem atenção:
Vitamina B12, obrigatoriamente suplementada. A falta pode afetar o desenvolvimento do sistema nervoso do bebê;
Ferro, com necessidade bem maior na gravidez. Feijão, lentilha e folhas escuras ajudam, mas costuma ser preciso suplementar;
Ômega 3 do tipo DHA, essencial para cérebro e olhos do bebê. Na dieta vegana, a fonte é o suplemento à base de algas;
Iodo, importante para a tireoide da mãe e do bebê. O sal iodado é aliado;
Colina, nutriente ligado ao desenvolvimento cerebral, muito presente no ovo.
