Este mês, é celebrado o Novembro Azul, campanha de conscientização sobre a saúde do homem, com foco na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer próstata. No Brasil, o tumor é considerado o mais incidente entre indivíduos do sexo masculino, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Ao Metrópoles, o médico urologista Wagner Kono destaca que, embora o diagnóstico e o tratamento impactem a vida sexual, isso não significa que o homem perderá sua sexualidade, que, para além da ereção, envolve também desejo, intimidade, prazer e autoestima.
“É importante esclarecer que sexo não se resume à penetração nem à ejaculação. Durante a reabilitação, explorar outras formas de intimidade e prazer pode diminuir a pressão sobre o homem e o casal”, ressalta.
Há impactos, mas também há solução
De acordo com o especialista, os tratamentos provocam diferentes alterações. Após a retirada da próstata (prostatectomia), por exemplo, pode ocorrer disfunção erétil. “Existe também um componente emocional. O medo, a ansiedade, as alterações na imagem e o receio de ‘não funcionar’ acabam dificultando a retomada da vida íntima”, afirma.
