Cães e gatos que passam o dia sozinhos em casa podem desenvolver a síndrome da ansiedade por separação (SAS), um distúrbio de comportamento marcado por sofrimento emocional intenso.
O trabalho presencial e mudanças abruptas na rotina da família expõem os animais a crises de estresse e pânico, exigindo treinamento gradual e adaptação do ambiente para preservar a saúde e o bem-estar dos pets.
Sinais de alerta e impacto na saúde do pet
A ansiedade por separação não se resume à saudade ou desobediência. “Estamos falando de uma resposta de ansiedade que pode comprometer significativamente o bem-estar do animal”, explica o médico-veterinário neurologista e professor do Uniceplac, Fernando Resende.
Os sintomas englobam latidos persistentes, destruição de móveis próximos às portas, salivação excessiva e respiração ofegante. Em gatos, o problema pode se manifestar por vocalização exagerada e lambedura excessiva que causa lesões na pele.
Segundo o especialista, a exposição prolongada ao estresse ativa o sistema nervoso e o eixo responsável pela produção de hormônios como o cortisol. A longo prazo, isso prejudica o sono, o apetite e a digestão, além de favorecer o surgimento de doenças dermatológicas.
Um levantamento realizado no Reino Unido com mais de 1,8 mil cães apontou que cerca de 10% desenvolveram novos comportamentos ligados à separação durante alterações bruscas de rotina, especialmente os animais que perderam a convivência integral com os tutores.
