“O oceano não é líquido, é como uma cola, um vínculo entre as espécies. A separação de humano e natureza é a mentira que autoriza excessos e coloca em risco muitas espécies do nosso planeta, inclusive a nossa. Todas as nossas ações na terra têm impactos no mar, e esses impactos têm efeitos diretos em humanos”, pondera a velejadora Tamara Klink sobre o descaso com o meio ambiente.
“As geleiras são grandes estoques de água doce. Quando derretem, a água forma grandes rios desembocando no mar. Esse grande fluxo de água doce é capaz de enfraquecer correntes marítimas e alterar o clima nos continentes, tornando os invernos mais frios e os verões mais quentes. Isso também interfere na rota de animais e aumenta o nível do mar, colocando em risco a segurança alimentar e doméstica de muitas pessoas que se alimentam de peixes e moram perto do mar”, explica.
“A emissão excessiva de gás carbônico por queima de combustíveis fósseis é o maior responsável pelo derretimento da banquisa polar e das geleiras, pelo aumento do nível do mar e pela acidificação do oceano”, acrescenta.
“A solução mais rápida e mais eficaz de resolver esse problema é descarbonizar, frear as emissões de gás carbônico”, defende. “A boa notícia é que não é tarde demais, e quanto mais reduzirmos as emissões, melhor será o quadro dos próximos anos. A continuidade da nossa espécie nos próximos séculos é totalmente dependente da saúde do oceano e das escolhas que fizermos agora.”
