BRASÍLIA - Um grupo de 50 economistas e especialistas divulgou um manifesto defendendo a tributação dos mais ricos como alternativa aos cortes de gastos sociais para controlar o endividamento público brasileiro. Publicado nesta sexta-feira (30), o documento critica a pressão do mercado financeiro por um programa de redução de despesas e propõe mudanças na política fiscal, na meta de inflação e na cobrança de impostos sobre altas rendas.
Os profissionais argumentam que o principal problema das contas públicas está no custo dos juros da dívida, e não nos gastos da União. O manifesto também questiona a atuação do mercado financeiro, representado pela região da Faria Lima, em São Paulo, e pede que o governo federal não adote medidas que possam comprometer investimentos em áreas sociais.
Economistas defendem taxação de altas rendas
Entre as principais propostas está a antecipação da cobrança de uma tributação mínima de 10% sobre pessoas com renda anual superior a R$ 600 mil. A medida já foi aprovada por meio da Lei nº 15.270, de 2025, mas as novas regras só terão efeito na declaração de 2027.
O manifesto defende que a mudança seja aprovada ainda em 2026 para começar a valer em janeiro do próximo ano. A proposta prevê alcançar rendimentos como dividendos, juros sobre capital próprio e aplicações financeiras atualmente isentas de impostos.
