A fábrica de papel tem servido como motor econômico de Témiscaming por mais de um século
BBC
Ao atravessar o rio Ottawa em direção a Témiscaming, Quebec, a fábrica de papel ocupa grande parte da paisagem.
A própria cidade foi construída há mais de um século, em torno do moinho e das florestas da região, repletas de pinheiros, bétulas, abetos e pinheiros-do-oregon.
Agora, o principal empregador e pilar econômico está parado após o fracasso das negociações comerciais entre o Canadá e os EUA e a imposição de mais tarifas ao país pelo presidente Donald Trump.
A maioria dos 360 funcionários da fábrica está desempregada e, por enquanto, consegue se manter com o pagamento parcial garantido pelo programa de alívio tarifário do governo.
Para alguns, como Nadine Suley, o fechamento da fábrica pode significar não apenas a perda do sustento, mas também de todo um modo de vida.
Ela não é "uma garota da cidade" e, assim como muitos moradores, pretende sair para caçar alces mais tarde, aproveitando a curta temporada de caça. Em tom de brincadeira, diz que todos vão precisar da carne gratuita que os animais fornecerão neste ano.
"Não é apenas um emprego. É a nossa casa", diz Suley. Ela acrescenta que as tarifas impostas pelos Estados Unidos à cidade parecem "um ataque pessoal".
No início de outubro, a proprietária americana da fábrica, a RYAM, decidiu mantê-la em uma "paralisação por razões econômicas" por tempo indeterminado.
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