A procura de médicos brasileiros por oportunidades de residência e trabalho nos Estados Unidos aumentou depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último domingo, 25. Segundo a RD Medicine, empresa especializada na preparação de profissionais para atuar no sistema de saúde norte-americano, o número de consultas diárias saltou de uma média de cem a 150 para aproximadamente 2 mil nos dois primeiros dias depois do segundo turno das eleições.
Na segunda-feira 26 e na terça-feira 27, a escola recebeu cerca de 4 mil contatos, volume equivalente ao registrado durante todo o mês anterior. Rafael Duarte, médico e fundador da RD Medicine, afirma que a demanda atingiu o maior patamar já registrado pela instituição em um intervalo tão curto.
Duarte reconhece que o interesse em trabalhar no exterior já vinha aumentando antes da votação. Na avaliação dele, o resultado das urnas antecipou decisões que parte dos profissionais considerava havia algum tempo. “A eleição foi o empurrão, não a causa”, afirma.
A disputa por residência
O crescimento do número de médicos formados no Brasil, sem uma expansão proporcional das oportunidades de especialização, é apontado por Duarte como um dos principais fatores que levam profissionais a considerar uma carreira no exterior.
