AGÊNCIA EINSTEIN | A teranóstica é uma abordagem que combina exames de imagem e tratamentos direcionados ao câncer. O termo tem origem nas palavras terapia e diagnóstico, e seu exemplo mais antigo é o uso do iodo radioativo no câncer de tireoide, iniciado ainda na década de 1940.
De maneira simplificada, o método procura uma característica biológica presente em grande quantidade nas células do tumor. Uma molécula capaz de reconhecer esse alvo é ligada a um material radioativo, que permite visualizar, por meio de exames de imagem, onde ele está presente. Se as lesões apresentarem a característica procurada e o paciente tiver indicação para o tratamento, essa mesma característica pode ser utilizada para direcionar até elas um material que emite radiação.
O avanço observado nos últimos anos está relacionado, entre outros fatores, à identificação de novos alvos e ao desenvolvimento de radioisótopos capazes de ser usados no tratamento. Além do câncer de tireoide, já existem aplicações em tumores neuroendócrinos e no câncer de próstata.
Um dos principais alvos é o PSMA, proteína encontrada em maior quantidade em células tumorais do que nos tecidos normais. Um exame de PET pode mostrar quais lesões captam uma molécula dirigida ao PSMA e em que intensidade isso acontece. Em pacientes selecionados, o mesmo alvo pode ser utilizado para levar lutécio-177, que emite radiação beta, às áreas atingidas pela doença. “A imagem hoje é parte essencial do tratamento.
