O jornal argentino Clarín detalhou, em reportagem publicada nesta sexta-feira, 30, a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos. Segundo a publicação, o plano teria envolvido auxílio norte-americano em solo argentino e brasileiro, o uso de comboios com carros de despiste e a contratação de jatos executivos como rotas de escape.
Conforme o Clarín, a movimentação decisiva ocorreu em Puerto Iguazú, na Argentina. Perto da meia-noite de terça-feira 27, emissoras de televisão flagraram a chegada de uma van branca com vidros escuros ao terminal aéreo local. A movimentação gerou a percepção pública de que o grupo estaria naquele transporte, impressão reforçada pela decolagem logo em seguida de um jato particular Gulfstream IV (matrícula LV-JQW) com destino a Miami.
Participação de "enviados do exterior" na ida de Flávio aos EUA
De acordo com o jornal, a família havia entrado na pista do aeroporto cerca de uma hora antes, por um acesso secundário, em veículo coordenado por agentes norte-americanos. A publicação afirma que “enviados do exterior afastaram funcionários da Alfândega, da Imigração e agentes da Polícia de Segurança Aeroportuária”. Eles, conforme o Clarín, passaram a assumir os procedimentos de embarque no jato LV-JQW, que aguardou ainda 40 minutos em solo até receber autorização de voo.
