A defesa do jornalista bolsonarista Oswaldo Eustáquio protocolou na 4ª feira (28.out.2026) uma petição no Supremo Tribunal Federal que contesta a denúncia do Ministério Público contra ele por associação criminosa relacionada ao 8 de Janeiro.
O advogado de Eustáquio questiona as provas apresentadas pela acusação e pede uma acareação entre o jornalista e o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Leia a íntegra do pedido (PDF - 349 kB).
A 1ª Turma do STF tornou Eustáquio réu em 23 de outubro, por associação criminosa relacionada aos atos do 8 de Janeiro. Leia a íntegra da decisão (PDF - 707 kB).
A defesa de Eustáquio afirma haver divergências entre a delação premiada de Mauro Cid e a versão de seu cliente sobre uma ida ao Palácio do Alvorada em 12 de dezembro de 2022.
O jornalista nega que a visita tenha ocorrido a pedido de influenciadores ou para um encontro com Bolsonaro para tratar de atos golpistas. Ele sustenta que o convite partiu do próprio Cid e foi feito por motivos de segurança, depois da prisão do cacique Serere Xavante, acusado de convocar pessoas para impedir a posse do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Registro de imagens
A defesa de Eustáquio pede acareação entre os envolvidos, acesso às imagens e aos registros de entrada do Palácio da Alvorada em 12 de dezembro de 2022 e perícia nas chamadas e mensagens de Cid.
