A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contou com a mobilização de carros e jatos particulares para garantir sua saída do Brasil e chegada nos Estados Unidos.
Segundo o jornal argentino Clarín, 6 carros deixaram a casa de Flávio, em Brasília, para dificultar a identificação de qual deles levaria o senador e sua família até a fronteira com a Argentina. Além disso, ao menos 3 jatos particulares foram mobilizados para a fuga como alternativa caso o voo não pudesse decolar.
A reportagem afirma que a viagem por estrada até a fronteira não era o plano inicial de Flávio. O congressista já havia fretado um avião de Brasília a Foz do Iguaçu, mas o proprietário se recusou a seguir com o serviço depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a entrega dos passaportes do senador e impediu que deixasse o país.
O Clarín afirma que os Estados Unidos ajudaram a organizar o trajeto e atuaram também no aeroporto de Puerto Iguazú, onde a família embarcou em direção a Miami.
Neste sábado (31.out.2026), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou envolvimento do governo norte-americano na fuga.
A reportagem também afirma que a operação envolveu o afastamento de funcionários argentinos dos procedimentos do aeroporto e tinha ainda outros aviões de reserva.
