A Síria pode ser o quatro país a aderir ao Acordo Conjunto de Defesa de Meca, que instituiu uma aliança militar entre Arábia Saudita, Paquistão e Turquia, apelidada de “Otan islâmica”. A informação foi divulgada pelo chanceler sírio, Asaad al-Shaibani, neste sábado (31/10).
“Estão em curso discussões para avaliar a entrada da Síria na aliança de Meca”, revelou o ministro das Relações Exteriores da Síria durante uma conferência realizada no Bahrein.
Criada em agosto, a aliança militar entre sauditas, turcos e paquistaneses possuí um modelo semelhante ao da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em que seus membros se comprometem a agir militarmente caso um dos aliados sofram ataques.
O Acordo Conjunto de Defesa de Meca foi assinado após a retomada das hostilidades entre a Arábia Saudita e os Houthis do Iêmen.
Em julho deste ano, uma trégua entre os dois lados, firmada em 2022 pela Organização das Nações Unidas (ONU), foi rompida. Os combates retornaram após os Houthis, que controlam partes do Iêmen, acusarem forças sauditas de bombardear o Aeroporto Internacional de Sanaa.
Em resposta, a organização lançou ataques contra o território da Arábia Saudita, que desde 2015 lidera a coalizão militar em suporte ao governo iemenita contra o grupo, e anunciou um bloqueio contra embarcações do país no Estreito de Bab el-Mandeb.
