São Paulo, Willian Barile Agati, conhecido como o “Concierge do PCC”, dono do apartamento luxuoso, em Indianópolis, área nobre da zona sul de São Paulo, que foi barrado de ir a leilão, é um empresário apontado, segundo a Polícia Federal (PF), como interlocutor entre lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), entre outros compradores no exterior, e a máfia italiana ‘Ndrangheta na venda de cocaína à Europa. A defesa de Agati nega qualquer relação dele com o crime organizado.
A Justiça Federal de Curitiba, no Paraná, barrou no último dia 27 o leilão de um apartamento luxuoso ligado Agati, no Edifício Saint Barthelemy, zona sul da capital paulista. Entre os argumentos, a defesa conseguiu ter pedido de reconsideração aceito, ao qual, conforme documento obtido pela reportagem, apontou possíveis prejuízos financeiros com a medida dada para leiloar o imóvel.
Localizado em uma das regiões mais caras da capital paulista, o imóvel ligado ao “Concierge do PCC” foi alvo de ação de sequestro, no âmbito da Operação Mafiusi, em outubro do ano passado. As estimativas apontam que, neste mesmo edifício, os imóveis estão estimados entre R$ 3 milhões e R$ 6 milhões.
Rede internacional
Agati foi indiciado em fevereiro do ano passado por gerenciar uma rede de tráfico internacional. A PF o apontou como o interlocutor entre o PCC e a máfia italiana, além de outros compradores que negociavam cargas de drogas ao exterior.
