Seis carros saíram da casa de Flávio Bolsonaro (PL), em Brasília, para dificultar a identificação daquele que levaria o senador e sua família até a fronteira com a Argentina.
Segundo o jornal argentino Clarín, ao menos três jatos particulares também foram mobilizados para a fuga do candidato derrotado ao Planalto, com alternativas de saída caso o voo previsto não pudesse decolar.
A viagem por estrada não era o plano inicial, de acordo com a reportagem. Flávio havia fretado um avião para ir de Brasília à região de Foz do Iguaçu, mas o proprietário se recusou a fazer o voo após a divulgação da ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibia o senador de deixar o Brasil.
A família teria então percorrido mais de 1.600 km de carro. O Clarín afirma que representantes dos Estados Unidos ajudaram a organizar o trajeto e atuaram no aeroporto de Puerto Iguazú, onde Flávio Bolsonaro embarcou com a mulher e as duas filhas rumo a Miami.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou, porém, neste sábado (31/10) que o país norte-americano tenha feito qualquer tipo de colaboração.
