A fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos após a derrota na eleição presidencial lembra o enredo de filmes de espionagem, conforme o relato publicado no jornal argentino Clarín na noite dessa sexta-feira (30). De acordo com uma reportagem assinada por Nicolás Wiñazki, a fuga envolveu a ajuda americana tanto em território argentino quanto no brasileiro e o aluguel de pelo menos três jatos diferentes, para ter alternativas caso o plano original falhasse.
Segundo o texto, na terça-feira (27), quase à meia-noite, as câmeras de TV filmaram uma van branca com vidros escurecidos chegando ao aeroporto de Puerto Iguazú, e todos acreditaram que lá dentro estariam o candidato derrotado e sua família. A decolagem quase imediata do jato particular Gulfstream IV, matrícula LV-JQW, com destino a Miami, nos Estados Unidos, acabaria reforçando isso.
Mas, segundo o Clarín, a realidade era diferente. A família Bolsonaro havia chegado ao aeroporto de Puerto Iguazú uma hora antes, em um veículo cujos movimentos teriam sido organizados por agentes dos Estados Unidos. Esse veículo teria entrado na pista de pouso e decolagem por uma entrada secreta à qual ninguém havia prestado atenção.
